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Presidente da República consternado com o desaparecimento físico da poetiza e combatente são-tomense PDF 

/Cidade da Praia, 12 de Março de 2010/ O Presidente da República, Pedro Pires, enviou no início desta semana uma mensagem ao seu homólogo de São Tomé e Príncipe, Fradique de Menezes, no qual expressa sua consternação pelo desaparecimento físico da poetiza e combatente pela independência de São Tomé e Príncipe, Alda Graça do Espírito Santo.

Na referida mensagem o Presidente da República escreve que "foi com profundo pesar e dor que tomei conhecimento do falecimento da nacionalista, combatente da luta pela independência nacional são-tomense, a poetisa Alda Graça do Espírito Santo. E num momento de profunda tristeza para São Tomé e Príncipe o Chefe de Estado de Cabo Verde, consternado,  manifestou "ao Povo irmão Santomense toda a solidariedade da Nação Cabo-verdiana e as mais sentidas condolências à Família Enlutada".

Para o Presidente Pedro Pires, a morte de Alda do Espírito Santo não representa uma perda tão-somente para a nação são-tomense. "O desaparecimento físico de Alda do Espírito Santo representa também uma perda para Cabo Verde porque ela ultrapassou as fronteiras do arquipélago de São Tomé para, muito justamente, fazer parte da História dos países africanos de língua oficial portuguesa", escreveu o Presidente da República ao seu homólogo de São Tomé e Príncipe.

Na sua missiva, Pedro Pires enumera algumas qualidades da poetiza que na sua óptica "faz parte de uma geração de homens e mulheres generosos que, com a sua solidariedade, internacionalismo e amizade indefectíveis, deram uma valiosa contribuição para o sucesso da luta para a autodeterminação e independência de Cabo Verde".

Pelas qualidades acima descritas e por considerá-la "uma referência para as gerações mais jovens foi merecedora de um justo reconhecimento da Nação Cabo-verdiana, tendo sido por mim condecorada com o Primeiro Grau da Ordem Amilcar Cabral, em 2005".

O Presidente da República não deixou de relembrar que Alda do Espírito Santo "foi contemporânea de Amílcar Cabral, Agostinho Neto, Mário Pinto de Andrade, Marcelino dos Santos, Francisco José Tenreiro e de outras figuras do nacionalismo africano, na Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa".

O Estado de Cabo Verde decretou um dia de luto nacional o que deve ser cumprido hoje, dia do funeral de Alda Espírito Santo.

 
 
O equilíbrio mundial depende, ainda e em grande medida, da resolução dos contenciosos complicados que afectam o "eixo de crise" que vai da Palestina ao Paquistão, passando pelo Iraque, Afeganistão e Irão, sem, contudo, subestimar o "eixo africano" de Darfur à Somália. - Pedro de Verona Rodrigues Pires
 

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