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PR na China: Cabo Verde ganha estatuto de destino turístico da China PDF 
Cabo Verde ganhará, a partir de Setembro próximo, um estatuto de destino turístico da China nos termos dum acordo a ser assinado entre as duas partes, revelou quinta-feira o embaixador cabo-verdiano naquele país asiático, Júlio Morais. O diplomata, citado pela agência cabo-verdiana de notícias Inforpress, precisou que o memorando de entendimento que atribuirá a Cabo Verde o estatuto deverá ser assinado em Setembro na Praia.

Cabo Verde, que está a participar na Feira Internacional de Turismo de Pequim (BITA), integra a lista de nove novos países, incluindo Moçambique, eleitos como destinos turísticos da China.

O estatuto de destino turístico da China permite aos cidadãos chineses viajar em grupo sem necessidade de visto de saída.

"A participação de Cabo Verde na BITE é oportuna, uma vez que a China é um mercado emissor a registar um crescimento explosivo", considerou o embaixador cabo-verdiano.

"Estamos optimistas quanto à capacidade de Cabo Verde passar a ser um destino apetecível também para os chineses, até porque temos tido bastantes convites para dar entrevistas aos meios de comunicação chineses e para dar a conhecer Cabo Verde enquanto destino turístico aos operadores do sector e em diversas acções de promoção turísticas", disse.

Dados da Câmara de Turismo de Cabo Verde indicam que o sector representou em 2006 um total de 20 cento do Produto Interno Bruto (PIB) do arquipélago, contra 10,4 por cento em 2005.

A China, com uma população de 1,3 mil milhões de habitantes, é um mercado cada vez mais apetecível para atrair turistas, uma vez que o número de chineses a viajar para fora do país regista uma constante expansão graças ao crescimento económico e às políticas de reforma e abertura ao exterior.

Em 2006, a China consolidou a posição de maior mercado emissor de turistas na Ásia, com 34,52 milhões de Chineses a fazer turismo no estrangeiro, mais 11,27 por cento do que em 2005.

A Organização Mundial Turismo prevê que em 2020 a China seja o maior mercado emissor de turistas, com cerca de 100 milhões de pessoas por ano a viajar para o estrangeiro.
 
O equilíbrio mundial depende, ainda e em grande medida, da resolução dos contenciosos complicados que afectam o "eixo de crise" que vai da Palestina ao Paquistão, passando pelo Iraque, Afeganistão e Irão, sem, contudo, subestimar o "eixo africano" de Darfur à Somália. - Pedro de Verona Rodrigues Pires
 

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