| PR defende elaboração de um plano urbanístico e turístico de Chã de Caldeiras |
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O chefe de Estado, que usava da palavra no acto da inauguração da aldeia turística construída pela ONG italiana, Cosp, enalteceu o papel que essa ONG tem vindo a exercer quer no apoio às comunidades de base na ilha do Fogo, como no sentido da valorização dos recursos naturais, caso da melhoria da qualidade do vinho local. Conforme o estadista cabo-verdiano, o que faz de Chã de Caldeiras uma localidade turística, é a diferença que oferece através do seu vulcão e da paisagem lunática, únicos no mundo. Sendo assim, aconselhou que fosse desenvolvido um turismo sustentado nessa localidade, “que não agrida a natureza e preserve esse património”, disse. Por sua vez o responsável da representação diplomática italiana, Marco Platzer, considerou que a construção da referida aldeia turística se insere de forma coerente na estratégia e nas prioridades da cooperação Italiana que, segundo disse, privilegia acções viradas para a melhoria do nível do rendimento das famílias e as condições de segurança alimentar, sobretudo no seio das comunidades rurais. “É um projecto que pretende valorizar as potencialidades locais, seja em termos de produção agrícola, seja em termos de beleza do território, através do apoio e a promoção do turismo responsável, que respeite o ambiente e as tradições locais”, frisou. Para o presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina do Fogo, João Aquileu Amado, a construção da aldeia turística de Chã de Caldeiras é mais uma pedra colocada no alicerce do desenvolvimento de Santa Catarina, considerado o município mais pobre de Cabo Verde. Conforme referiu, “o processo do desenvolvimento não é tarefa exclusiva do Estado ou das instituições públicas, mas sim de todos, o que passa também pela parceria pública privada”, disse. Aquileu Amado, para quem o desenvolvimento deve ser entendido como um processo contínuo de melhoria das condições de vida das populações nas suas próprias comunidades, mostrou-se entretanto cauteloso em relação à “proliferação” de unidades turísticas em Chã de Caldeiras. Segundo disse, “a proliferação poderá, a curto ou médio prazo, conduzir à massificação do turismo, com as consequências sociais e ambientais daí resultantes”. Deste modo, o autarca aconselhou que fosse desenvolvido um “turismo brando”, em harmonia com a natureza, “um turismo solidário, ecológico e científico, que envolve também a participação da população local”. A referida aldeia turística, cuja construção foi concluída em Janeiro último, tem capacidade para 6 quartos e 18 camas, todos com casa de banho privativo. O seu funcionamento vai permitir aumentar a disponibilidade de acolhimento e melhoria de conforto nessa na zona mais turística da ilha. Refira-se, que até meados de 2008, Chã de Caldeiras dispunha de uma capacidade para cerca de 80 camas, distribuídas entre uma unidade hoteleira, pensões e residências que oferecem o alojamento do tipo familiar. A partir de agora, a disponibilidade local em termos de acolhimento passa a ser superior a 100 camas. Inforpress/Fim |
O equilíbrio mundial depende, ainda e em grande medida, da resolução dos contenciosos complicados que afectam o "eixo de crise" que vai da Palestina ao Paquistão, passando pelo Iraque, Afeganistão e Irão, sem, contudo, subestimar o "eixo africano" de Darfur à Somália. - Pedro de Verona Rodrigues Pires |
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